terça-feira, 13 de outubro de 2015

SOBRE UM CAPÍTULO DE “AULA DE PORTUGUÊS”*

Por Danilo Cerqueira  **

ANTUNES, Irandé. Refletindo sobre a prática da aula de português. In:______. Aula de português – encontro & interação. 4. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2003. p. 19-37.

Irandé Antunes traça um quadro da situação em que se encontra a educação brasileira em seu cotidiano pedagógico, estrutural e perspectivo. Ela procura enfatizar o atraso da classe docente quanto à realidade, a qual se insere na contemporaneidade, e a emergência de convívio com a atualização — não só dos conhecimentos técnicos, como também a atenção a aspectos sociais, sensíveis e reflexivos se tornam emergentes no perfil do professor da atualidade, ambientado com a linguagem e seus desdobramentos.  O descompasso entre teoria e prática é notório e paradoxal, quando se percebe que a ciência de que esses saberes são necessários estão presentes em documentos legais do sistema educacional brasileiro, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Nessa orientação funcionalista, orientação cognitiva contemporânea, onde conhecimento e reflexão se mostram necessários pela via do contexto, Antunes ressalta o uso da língua oral e a reflexão acerca de seu uso, que, tomados metodológica e didaticamente, tornaram-se princípios basilares para o exercício da atividade docente na atualidade.

O quadro traçado por Antunes da educação brasileira, sob esse ponto de vista, permite — e isso é feito pela autora — inferir sugestões sobre a atividade pedagógica a respeito de quatro campos: oralidade, leitura, escrita e gramática se condensam para dar corpo à competência linguística, como também apresentam momentos que ainda chocam os educadores brasileiros. Ao discorrer sobre esses problemas do ensino brasileiro, Antunes diagnostica incoerências no sistema educacional do país, mas também aponta saídas metodológicas para trabalhar em sala de aula, fruto, segundo a autora, de muita reflexão sobre suas (e de outros) experiências vividas no espaço de ensino por excelência.


* Texto apresentado como avaliação parcial da disciplina Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa, na UEFS, em 2009.
** Danilo Cerqueira é licenciado em Letras Vernáculas, além de especialista e mestre em Estudos Literários, todas graduações pela UEFS. Também é membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.

3 comentários:

  1. Esse pessoal num larga o osso! A revista nasceu para ser veículo de promoção das atividades e das produções discentes da graduação, mas infelizmente essa galera até hoje não permite que os graduandos, como possam, desenvolvam-se no espaço da revista como esses que estão aí nos textos e nas fotos se desenvolveram... Lamentável!

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  2. Caro Anônimo e demais leitores do blog da Graduando, em breve o conselho editorial do periódico fará considerações a respeito do comentário anterior.
    Sugerimos, como leitura introdutória, a seguinte postagem deste blog, datada do ano de 2011: http://revistagraduando.blogspot.com.br/2011/12/um-comentario-anonimo.html.
    Atenciosamente,
    Conselho Editorial
    Equipe Graduando

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  3. Olha só! Então esse problema já foi indicado desde 2011?? Creio que vcs contribuíram muito para o curso com a criação dessa revista... Agora, a postura de vcs impede que surjam outras pessoas... Sejam honestos com os graduandos e com o que é publico e permitam que outros tenham a chance de ter a experiência que vcs tiveram, mesmo que tenhamos que cometer erros q vcs já não cometeriam... Ou então troquem o nome da revista, mudem a proposta... Não utilizem ainda mais a revista como trampolim com desculpas de que os graduandos não se interessam, não querem... Somos capazes como vcs foram no tempo de vcs!!

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