segunda-feira, 25 de março de 2013

Educação: uma causa de todos

Por Camila Deangelis Rocha de Souza*

A instituição educacional do Estado está seguindo em contramão à formação do cidadão. A avaliação do ensino brasileiro está entre os piores do mundo. No entanto os indicativos nacionais apontam para um significante avanço no aproveitamento curricular.... Utopia!
Se nós permanecemos entre os piores, onde alunos não conseguem fazer uma simples operação de matemática, redigir nem pensar, sequer ler, interpretar e por ai vai... não é culpa dos nossos pequenos cidadãos, mas de políticos omissos, de escolas desestruturadas e de professores mal remunerados. Falta engajamento entre políticos, professores, alunos e pais de alunos. Sem isso a educação está fadada ao colapso.
Podemos sim encarar a educação como de fato deve ser, ou se preferirmos podemos continuar fazendo de conta que melhoramos nosso índice negativo, criando espectro de homens cidadãos, verdadeiros Franksteins costurados com retalhos educativos, Zumbis perambulando pelas avenidas sociais a procura de sangue na próxima esquina, aumentando o número de encarcerados e iletrados. Depois, nós mesmos vítimas desses horrores ficaremos blasfemando: “Ho, que horror!, Que desumano! Que desgraça!” A hipocrisia no ensino público leva a isso. A incompetência é que gera a criação dessas criaturas disformes. E de quem é a culpa? A culpa é de todos que fazem parte desse sistema corroido, corrupto; da escola que não encontra uma forma atraente de envolver o aluno; dos políticos que pouco se interessam em investir na educação; dos professores mal preparados ou mesmo pela má remuneração daqueles qualificados; dos pais que pouco participam junto à escola e, em uma outra ponta, pais que compram a peso de ouro uma vaga em Universidades a fim de realizar, segundo eles, os desejos profissionais dos filhos incompetentes, despreparados e ai vai descendo a ladeira da negligência fazendo surgir profissionais que a sociedade não merece.
Arquitetos que constroem e depois desabam ceifando vidas por ter utilizado material desapropriado; enfermeiras (os) que passam sopa, leite e até ácido pelo acesso de veias de pacientes; médicos que receitam medicamento que ao invés de curar matam; cirurgiões que são verdadeiros magarefes; professores que ao invés de educar entregam os pequenos cidadãos à própria sorte, a deriva, fazendo descaso ao que é de mais relevante para formação profissional e pessoal de qualquer cidadão: a educação escolar. Por falta de incentivo político os educadores deixam passar por entre os dedos a dedicação e competência que deveriam ter para formar esses pequenos profissionais ao invés de deixá-los remar a própria sorte.
Sou estudante de letras na UEFS em fase de conclusão e certamente me sentirei indignada ao encontrar a cada esquina, viadutos ou praças uma criança necessitando muito mais que comida ou abrigo. Elas estão sedentas sim é de amparo governamental das instituições públicas que de praxe descumprem o seu dever social.
“Ei, você ai, me da um dinheiro ai, me da um dinheiro ai?”. É comum esta frase por ai a fora dita por crianças nos semáforos, nas vias, nas esquinas, vistas como fatos comuns ao dia. Mas na verdade é um tapa na cara de todos nós, responsáveis pela educação deste país, oitava economia do mundo.

E, segundo o Renato Russo: "O Brasil é o país do futuro". Realmente espero que este dia chegue!! 

*Camila Deangelis Rocha de Souza é graduanda em Letras Vernáculas pela UEFS.

sábado, 16 de março de 2013

Videos do lançamento da 4ª edição.

Publicamos momentos das falas que marcaram o evento de lançamento da 4ª edição da Graduando.
Esperamos que gostem dos videos.

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Trecho da fala do Prof. Dr. Benedito José de Araújo Veiga na comunicação "Amado sobre os jornais: recepção crítica", presente na mesa-redonda Salve “Jorge”: o “Amado” pelos estudos literários e culturais, no evento que marcou o lançamento da 4ª edição. 


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Trecho da fala da Profa. Esp. Dagmar Santana de Jesus na comunicação "O campo lexical do corpo em Tocaia Grande", presente na mesa-redonda Nas letras do “Amado”: perspectivas linguística, filológica e lexicais, no evento que marcou o lançamento da 4ª edição.


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Trecho da leitura dramática de um texto de Jorge Amado, feita por Elâine Matos, no evento que marcou o lançamento da 4ª edição.


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Fala da Profa. Flávia Rodrigues dos Santos sobre a sua experiência enquanto ex-articulista Revista Graduando. 


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Trecho da fala do Prof. Dr. Humberto Luiz Lima de Oliveira na comunicação "O Amado que ama: a alteridade em Jorge", presente na mesa-redonda Salve “Jorge”: o “Amado” pelos estudos literários e culturais, no evento que marcou o lançamento da 4ª edição.


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Prof. Dr. Jorge Araújo fala sobre Jorge Amado na palestra "Por que ler e estudar Jorge Amado?", proferida no evento que marcou o lançamento da 4ª edição, "Graduando em JORGE: o AMADO da Bahia"


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Prof. Dr. Jorge Araújo fala sobre a revista Graduando na palestra proferida no evento que marcou o lançamento da 4ª edição, "Graduando em JORGE: o AMADO da Bahia"


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Trecho da fala da Profa. Ma. Lise Mary Arruda Dourado na comunicação "Incursões amadianas no léxico de terreiro: esquadrinhando um espólio cultural do povo-de-santo em Tenda dos Milagres", presente na mesa-redonda Nas letras do “Amado”: perspectivas linguística, filológica e lexicais, no evento que marcou o lançamento da 4ª edição.


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Fala da Profa. Luziane Amaral de Jesus sobre a sua experiência enquanto ex-articulista Revista Graduando.


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Trecho da fala da Profa. Dra. Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz na comunicação "Nos caminhos das Terras do sem fim de Amado: uma análise dos topônimos sul baianos", presente na mesa-redonda Nas letras do “Amado”: perspectivas linguística, filológica e lexicais, no evento que marcou o lançamento da 4ª edição.


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Fala do Prof. Wellington Gomes de Jesus sobre a sua experiência enquanto ex-articulista e participante da Revista Graduando.


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