sábado, 19 de março de 2016

POEMA EM QUE CITO A AÇÃO

Por Danilo Cerqueira*


Neste poema, em que cito a ação
não está fundada a hipoesia
antes fosse, abancada, séria
ensimesmada, a justiça poética... corrigida

De peito a seio, visaste, vibraste a pauta!
Seres e coisas, animais e sobrenaturais
elevam cantos e ordens...
sobre ondas e ares...
saboreiam-se as fervescências
as ideias pequenas, o entalo na língua...

- Aonde foram os ventos vocais?
- Onde fica o conhecimento!
- Até quando a mente se emuda, aninhando
a ida e a ira entre a mentira e a lamúria?...
Ó, poesia inútil e instrumento per-verso
Queixume saboroso, de ilibado a ilusório
Martelo e espanador... moeda em pé!

19/03/2016


* Danilo Cerqueira é licenciado em Letras Vernáculas (2010), além de especialista (2012) e mestre (2014) em Estudos Literários, todas graduações pela UEFS. É revisor, professor e membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.

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