sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Poemas

Por Alice Margaso*


Nossa delicadeza

Serei como as flores,
que abandonam as lembranças
Lançando-se sobre o solo,
a última beleza
Serei como um corpo pós-revolução,
com os restos e pedaços,
de uma vida deixada sem glória
Talvez, eu tentasse mais a esperança que a alegria
E mesmo assim, pequeno e duro
Guardarei a paixão
Como quem fala de magia e
coisas para o coração
Esperarei, também, por
7 dias para desabrochar...e
se caso o beijo não for devagar
Tentarei não lembrar,
da rosa que te entreguei
Pois...
Tu seguraste e sufocaste
Como se amassasse
O meu coração
Na delicadeza do vosso amor.



O ar das flores

Como o céu expulsa o azul
Expulsarei do meu corpo
Toda essa dor
Como um poeta expulsa
Do coração uma paixão
Direi coisas que as palavras
não suportarão
O peso da frustração
E tudo agora,
é apenas desespero
Mas, sinto que na alma,
Ainda existe uma canção
Como se fosse o último sonho,
de um louco à beira da lucidez do amor
Expulsarei de mim a voz
Para alcançar os teus sentidos
Deixar-me-ei em perigo,
nessas madrugadas urbanas
Livrarei da minha própria sombra
Procurarei teus olhos
Como uma borboleta
Dentro do casulo
Deseja voar
Sair e expulsar toda essa paixão
Levantar asas até se afastar
Esquecer o chão
E tornar-me o ar.


* Alice Margaso é graduada em história da arte, poetisa e crítica de arte.

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