sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

(Sem Título)

* Por  Larissa Lopes L. D. de Castro

Ando pelas ruas sentindo na ponta dos pés descalços o gosto
de morte do cheiro da chuva
no ar e na terra molhada de lágrima.
Procuro o lugar o caminho a encruzilhada
por onde você seguiu. Eu sigo
seguindo as placas que não me levam a
lugar
nenhum.

Os faróis piscam com o mesmo brilho cretino nos olhos daqueles marginais, mas
eu só entro num carro se for com você e
pra te perguntar por quê,
afinal,
você me deixou aqui
sem você caminhando sozinha à beira de uma
estrada imaginária perto de
enlouquecer.

Eu fingi que não mas tenho medo do som dos passos alheios
e da falta do teu abraço em passos que não vêm mais.
Eu chamo grito corro
e me engano porque as placas na estrada não valem muito quando
não se tem para
onde
ir.

Na noite pouco se pode ver do teu sorriso que de tão bonito em nada
se parece com os sorrisos daqueles marginais.
A cabana em que você se esconde é longe demais e embora eu não tenha pressa
também não me resta forças para sequer dar um passo a mais.
Eu entro em qualquer carro que parar, parei de procurar, o sol já vai nascer
e o meu amor por você não morre,
só eu
morri e morro
todos os dias.

O sol já vai nascer pra você,
amor e
eu
trocarei amor por paz em moedas de migalhas que, eu sei,
mereço.
E você, eu sei, fez bem, você sabe, em ir embora
de mim
a tempo.

*  Larissa Lopes L. D. de Castro é graduanda em Licenciatura em Letras com Língua Inglesa na UEFS.

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