quarta-feira, 13 de julho de 2011

"ALAVANTUR"! POVO DE FEIRA... "TRAVESSÊ FOLHA DO NORTE"

Em 1950... João Augusto Pires, negociante de tecido, foi quem primeiro convidou o cantor Luiz Gonzaga à Feira de Santana para cantar em cima da marquise de sua loja. A loja Pires funcionava no prédio na Rua Conselheiro franco em frente à Praça da Bandeira, a mesma foi vendida ao estado para alargar e continuar a Rua Dr. Olímpio Vital... Um espaço para passantes e talvez para ensaiar os primeiros passos de uma quadrilha.
Lembremos o cantor e compositor Luiz Gonzaga: "Todo tempo quanto houver pra mim é pouco pra dançar com meu benzinho numa casa de rebôco".
Agora leitor... Me dê licença!
- Vamos dar início ao começo, do princípio... Da "prosseguinação", de largada, da quadrilha como na marcação da "chorona" do compositor e cantor seu Lula.
- Seu Hugo? Assuma o comando.
- Vixe! - Metade da Foha do Norte do lado de cá... Outra metade da banda do lado de lá... - Atenção! - Seu Zadir?
- Eu!!
- Estique esse fole macho!
- Marca-passo: calma!
- "Alavantur" - Quer dizer pra frente... "Anarriê"! Quer dizer marcha-ré!
- Atenção: seu Zadir, seu Gilberto e seu Carlos...
- Eita! Travessê! Podem ir balançar com as damas...
-  Você aí seu comprido! Seu Dálvaro tire o chapéu e o sapato "pra ficar igual aos outros..."
- Sim!
- Seu Melo tá com arma de fogo no salão! Seu Gilberto põe o tijolo no chão!! Compadre Zadir dê um descanso ao fole!
- Atenção na grande roda... Já!
- "Em formação de estrela... vamos girando igual as estrelas... Êpa! canelada não vale"!
- "Ah ha... ha ha ha... Estamos "sorrindo à toa... não que a vida fosse assim tão boa!". E "todo tempo quanto houver para mim é pouco...".

Cintia Portugal

Texto publicado no jornal Folha do Norte, coluna "Caminhando pela cidade", em 22 de junho de 2011.

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