Por Mateus Mascarenhas Soares*
A mão desliza
Prazer,
Arrepios;
Conforta, excita
Penetra
Nos fios.
A mão acaricia
Tremor,
Sensação;
Aguça os sentidos,
Desejos,
A mão.
* Mateus Mascarenhas Soares é estudante do 5º semestre do curso de Letras com Inglês.
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sábado, 8 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
Paranoia
Por Iagomes
Quando menos esperei, estava te olhando firmemente...
Aquela tua face me
fez lembrar algo, algo do qual não sabia o que era, mas me fazia bem. Uma
sensação de felicidade, de que finalmente havia encontrado algo que me
completasse. Restaria um olhar seu. Mas você nem ao menos notava minha
presença. De repente você virou e pela primeira vez naquela noite nossos olhos
se encontraram... Algo mágico aconteceu... E aconteceu... Aconteceu como eu
esperava... Um tiro... Um grito... Um jato de sangue cobriu o piso do bar...
Você estava estirado, petrificado em meio a uma poça de água vermelha que em
breve estaria coagulada. Não sei se posso chama-lo de amor, ou de uma paixão
repentina, foi apenas uma troca afetuosa de olhar... Quando tudo parecia
perfeito, a bala nos separou... Quando tudo parecia mágico, o teu sangue derramou...
Não lembro o que
aconteceu naquela noite depois do acontecimento. Sei que acordei alguns dias
depois em um quarto branco, totalmente branco, paredes, teto, piso, até a roupa
que eu usava era marcadamente tingida de branco. Olhei para os lados e procurei
alguma presença humana que me reconforta-se, mas parecia que eu estava sozinho,
como realmente eu estava. Gritei, gritei desesperadamente em busca de resposta.
Já estava no auge de meu desespero, quando ouço alguém mexendo na fechadura e
me preparei para a entrada da pessoa que me tiraria daquele lugar.
Esperei alguns
segundos. Vozes. A porta se abre e surge um homem, alto, forte e negro. Com
aparência de um lutador de Boxe, vestia um jaleco branco, de médico... É isso
de médico... Estava em um hospital, provavelmente me recuperando de algum tiro
de raspão ou de um choque nervoso provocado pela situação do bar. Mas não era
nem uma coisa nem outra...
Percebi quando
entraram dois enfermeiros, me seguraram pelos braços e me injetaram um líquido
por meio de uma seringa. Meu mundo começou a esmorecer, fiquei tonto e
adormeci... Não lembro mais nada, apenas do gosto de sangue em minha boca. E
ter visto toda aquela cena de um lugar que eu juraria ser um copo, um copo
de uísque com gelo, muito gelo.
Iagomes (Iago Gomes) é estudante de Letras
Vernáculas na UEFS.
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E-mail: iagogomes18@gmail.com
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