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sexta-feira, 16 de julho de 2021

POEMAR *

Por Naira Diniz **


O pensamento corre veloz, sem freio
Como a torrente galopante dos grãos de areia,
rolando ligeiramente, levados pelo vento
Cercados pelo grandioso oceano
Criado para a liberdade: o poema

Frases soltas, rimas, períodos surgem
Expressões e palavras que salpicam nos rostos
Tudo se configura em poema
Que se apressa em transmitir sua mensagem
Calmamente respeitando as marés e desafiando o tempo


Vai poeta, liberta a imensidão de teus pensamentos
Faz o poema- esse oceano de liberdade
Por onde tua alma desliza e navega
Deixa teus versos partirem e preencherem outras almas
Ao sabor das correntes marinhas e dos ventos,
Pois o poema é livre e prisioneiro para ser eterno



* O poema "Poemar" integra a antologia Sarau Brasil 2020, organizada pela Editora Vivara, como resultado do Concurso Novos Poetas 2020.
** Naira Diniz é natural de Irecê, cidade situada na região da Chapada Diamantina, mas morou dentre outras cidades, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano e em Salvador, onde cursou Comunicação Social- Habilitação em Jornalismo. Atualmente, se dedica ao jornalismo e à poesia, seu projeto pessoal desde a adolescência.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

EVERYBODY HAS THEIR TALE OF WOE

Por Rammon Freitas*


Everybody has their tale of woe
In mine, you played a huge part
You lied, you made a fool ass of me
You also tortured me
Looking back, I gather you took
Chunks of satisfaction in seeing your soi-disant friend hurt.
You were mean, I dare say you had evil in you
But don’t we all?
I was hurt, muddled by the way you lied
And you lied
Lied with the ease of someone who’s lazing around.
But never you mind nonetheless, your lies were fragile
There were lies in bulk, so you failed to keep track of them all.
I was hurt, especially when I found out
I was hurt when I revisited those memories
I was so hurt that I cried…
A skill I thought I had lost long ago.
It doesn’t do to reminisce about it anymore
Recollecting is fodder for more pain and negativity
Especially when you are the remembrance
Now I’m going to move on
What with one thing and another,
That is the only thing left for me to do
And by doing so, I deeply hope you fall into an oblivion pit
And that’s how I intend to obviate the need of you
And that’s how I mean to rise above.


* Rammon Freitas é graduando em Letras com Inglês pela UEFS.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

AO PROFESSOR

Por Danilo Cerqueira *


Uma vida, uma mente
Eternizada diante do momento
Em que oferece o mundo
A quem ouve seus pensamentos
Ciente da importância de sua imagem
Que traduz o saber de uma geração
Com intenções que tocam na alma
Indicando do futuro a direção
Sem pedir a seus responsáveis
Nós, agora dotados de liberdade
Que ofereçamos um cumprimento
Àquele imortal monumento
Que assume figuras inéditas
E que foi um dia criança sapeca
Para achar que a vida era uma festa
Mas que agora está a ensinar vidas
Extraindo de todo o seu interior
As virtudes que tornam brilhante
O papel de um professor

17/10/2001, Colégio Estadual Edith Mendes da Gama e Abreu.


* Danilo Cerqueira, que na época cursava o 2º ano do ensino médio, turma 3, hoje possui graduação e pós-graduação pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Atualmente, é professor da rede pública de educação do Estado da Bahia na cidade de Feira de Santana. Também é membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

MUSEU

Por Danilo Cerqueira Almeida*


Séria viveria Luzia
Constelada em Alexandria
Redarguindo argumentos de Minerva...
Tão ela nela...
O consumo, a involução das eras...

Que seja!
Que Dele o seja a esvoaçada poeira madre
Que no chocalho azul a água lave
A penha calcificada
Palavra!


* Danilo Cerqueira possui graduação e pós-graduação pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Atualmente, é professor da rede pública de educação do Estado da Bahia na cidade de Feira de Santana. Também é membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

VISADA

Por Danilo Cerqueira*


O homem fica ao pé do monturo
quando o tempo pesa tanto quanto só.
É formiga que não somente regurgita, e tão bem frutifica
o monte de bolas e cola ao olhar de nós.

Anda, e vive, e trilha de longe, de perto
o termo do que tem de ser.
Homem, bicho, objeto... nomes!
Se monta e remonta, antes ferve a vida.
Ideias mascadas e sons rasgados: horas...

Ponteiros ou esferas, úmidos, secos, à gravidade.
Construo e vejo, grão a grão
a letra feita, forjada no sabor
embotada de suor, interditos e anverso...
de olhares, regressos e protestos.


* Danilo Cerqueira possui graduação e pós-graduação pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Atualmente, é professor da rede pública de educação do Estado da Bahia na cidade de Feira de Santana. Também é membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

EU VI, EU LI, EU ESCREVI

Por Danilo Cerqueira*


Eu vi um colegial lendo um artigo de um graduando
Ele via e, meio que entendia, o que estava lendo
Ele não entendia tudo, mas lia, sempre aprendendo, imaginando
Ele, aos poucos, deixava de ser ele... Tornava-se nós

O colegial pensa enquanto lê, o graduando pensou quando escreveu
Os dois continuarão a pensar, em tempos e espaços diferentes
Seres de linguagens iguais
Um, para a pós-graduação, institucional ou não
Outro, pode ser, para uma outra certa graduação
Os dois, o mesmo caminho: um termo de paz
Com eles, sigo

Assim é: uma criança lendo um livro velho, mas novo
Ela ria, e rindo, o escritor do velho livro também ria
Ele não ria ali, ria lá, e lá ria mais do que a criança
Riso que atravessava gerações de risos...
e incentivava a criança a sorrir
Mesmo tempo

O que é a leitura, meu caro, minha cara?
O que tão bem nos encontra e coloca em raro existir!
O que tão bem nos aproxima do que jamais nos verá, e do que jamais veremos!
O que melhor te define sobre o que o futuro nos tornará!
O momento do conhecer sobre o pouco que nos torna humanos
O tratado escrito enquanto assinado
Em torno do que significa
No meu dia, que vivo
E nos unifica enquanto ficamos
Vivos!


* Danilo Cerqueira possui graduação e pós-graduação pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Atualmente, é professor da rede pública de educação do Estado da Bahia na cidade de Feira de Santana. Também é membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.

terça-feira, 15 de maio de 2018

QUANDO OLHO A VIDA

Por Danilo Cerqueira*


Quando olho a vida
e o homem não diz nada
não sou eu quem fica calado
não são as cerdas e cordas que vibram
não sem motivo. O que se pensa
não vibra, mas cria, surge
do nada e para o nada se vai...

Se o homem que entreolho continua...
mudo, eu também continuo...

O mundo não se mostra, mas eu
mostro... que minha mente não está
ali, fica pouco mais à frente, pouco...

Pouco acima do que penso, pouco...

Pouco acima do que posso, pouco...


* Danilo Cerqueira possui graduação e pós-graduação pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Atualmente, é professor da rede pública de educação do Estado da Bahia na cidade de Feira de Santana.



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

E AO EU IA O AR

Por Danilo Cerqueira*


Aula
Alta, auricular
... Auscultar ...
A um, ali, mental, içar!
Auspiciar!

Autenticar: se ausentar:
- Eula.
"Eu" lá ... !
Eu, lá, lia.
Lendo-me e, in true, ia.

Ah! Ula lá!:
Eu lá e cá.
Ao teu ateu ...
... até eu!

Sal, meu
Mal, seu
E ao eu ia o ar.

Oi! Eu lá.
Ei-la!:
Eu? Tá na azia do ser.


* Danilo Cerqueira é licenciado em Letras, além de especialista e mestre em Estudos Literários, todas as graduações pela UEFS; é professor da rede estadual de educação da Bahia; também é membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

"A MULHER"

Por Amanda de Almeida Santana*


Rosa linda e delicada
Tem a beleza de uma flor
Tracejada até nos mínimos detalhes
Detalhes feitos com amor.

Sorriso que ilumina o dia
Olhos que brilham como o sol
Mulher linda que ri e dança
Com jeito simples e sincero de criança.

Voz serena como a brisa
E linda como o luar
Junto com a doçura do mel
Espalha amor ao cantar.

Decidida, sabe onde quer chegar
Com jeito simples de menina
Fascina com um simples olhar
Lindo como as estrelas refletidas no mar.


* Amanda de Almeida Santana é estudante de Letras Vernáculas do 4º semestre, UEFS.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

6 DE OUTUBRO

Por Danilo Cerqueira*


Hoje será ontem amanhã, óbvio...
Não será antes, nem depois, de nossos tempos...
Terá mais ou menos pensamentos de valor?
Não será mais um momento, mais um ponto, e ação, de calor?

Se fazer na hora te faz um herói
Não tentar agora não te trará coragem?
Se há certo, se há errado, deixe...
deixe a cargo do animal que se debate
no mar, no rio, no aquário.
Ele sabe, você também:
Falar já é um fato
e nadar pode ser mais do que jamais se ousou pensar.


Danilo Cerqueira é licenciado em Letras, além de especialista e mestre em Estudos Literários, todas as graduações pela UEFS; é professor da rede estadual de educação da Bahia; também é membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Poemas

Por Alice Margaso*


Nossa delicadeza

Serei como as flores,
que abandonam as lembranças
Lançando-se sobre o solo,
a última beleza
Serei como um corpo pós-revolução,
com os restos e pedaços,
de uma vida deixada sem glória
Talvez, eu tentasse mais a esperança que a alegria
E mesmo assim, pequeno e duro
Guardarei a paixão
Como quem fala de magia e
coisas para o coração
Esperarei, também, por
7 dias para desabrochar...e
se caso o beijo não for devagar
Tentarei não lembrar,
da rosa que te entreguei
Pois...
Tu seguraste e sufocaste
Como se amassasse
O meu coração
Na delicadeza do vosso amor.



O ar das flores

Como o céu expulsa o azul
Expulsarei do meu corpo
Toda essa dor
Como um poeta expulsa
Do coração uma paixão
Direi coisas que as palavras
não suportarão
O peso da frustração
E tudo agora,
é apenas desespero
Mas, sinto que na alma,
Ainda existe uma canção
Como se fosse o último sonho,
de um louco à beira da lucidez do amor
Expulsarei de mim a voz
Para alcançar os teus sentidos
Deixar-me-ei em perigo,
nessas madrugadas urbanas
Livrarei da minha própria sombra
Procurarei teus olhos
Como uma borboleta
Dentro do casulo
Deseja voar
Sair e expulsar toda essa paixão
Levantar asas até se afastar
Esquecer o chão
E tornar-me o ar.


* Alice Margaso é graduada em história da arte, poetisa e crítica de arte.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

PERCEPÇÕES (TEXTO-POEMA)

Por Mariana Barbosa*


São admiráveis àqueles que vibram, sorriem ou apenas vivem!
Em contrapartida, há aqueles, que ao longo da caminhada,
esquecem das alegrias com os seus;
não percebem o olhar fraterno;
quiçá sabem recordar ou sequer viver.

E talvez jamais descubram o sentido da palavra saudade;
Do encantamento de um toque, do cuidado,
da presteza, dos sarcasmos, das bobagens...
Das buscas...
Das tentativas, certas vezes, frustradas.
Do desejo, ou até da falta dele.

Da angústia, do amar por amar...
Do querer apenas por saber-se desejado.
Dos momentos...
Eles que parecem existir apenas para aquele instante.
Das palavras não ditas...
E do silêncio capaz de tudo nos revelar.

Uns pobres diabos!
Usam o tempo ou a tecnologia como desculpa.
Seria fuga?!
Preferem fixar o olhar na TV e sorrir.
Disse sorrir?!
Isto, apenas.
Ironicamente gargalhar com a vida alheia.

E nessa ausência de reflexão...
Não percebem aquela biblioteca:
repleta de histórias e possibilidades.
Pobres!
Não sabem eles quanto poderiam ter vivido!

Falei de saudade, lembra?!
Quando esta vier...
Serão arrebatadores: a solidão, a angústia e o arrependimento.
Tudo isto dito, ainda assim, alguns teimarão em enxergar apenas o jardim ao lado.
Sem valorizar o simplório
mas, encantador pé de Esperança que há dentro da sua própria casa.


* Mariana Barbosa é graduada, especialista e mestre em Letras pela UEFS, Universidade Estadual de Feira de Santana. É professora e integra a equipe da revista Graduando: entre o ser e o saber.

sexta-feira, 17 de março de 2017

CATARSE

Por Rejane Aquino*


No olhar, o medo
Na pele, os guetos
Na postura, as indagações
Acaso ser mulher é tão simples?
um verso desconexo?

Complexo, intangível,
incalculável medo.
Medo do tudo, medo do nada,
medo, apenas porque somos:
definições através de curvas,
bocas que todos pedem silêncio,
corpo alimento,
fetiche escroto
de machos desvairados.
Não seria em vão tamanho tormento.
Seria?

Há maremotos nas emoções, intensidades imperfeitas
e eu sigo
cantando meus medos
de ser aquilo
que já sou,
apenas por ser
       [mulher].


* Rejane Aquino é formada em Letras, professora e poeta.

quinta-feira, 2 de março de 2017

SENTIR E PENSAR EM FERNANDO PESSOA

Por Maria Rosane Vale Noronha Desidério*


Fernando Pessoa é um dos poetas mais extraordinários da literatura universal. Sua poesia se fragmenta em várias vozes distintas, vários “eus” e, por isso, torna-se múltiplo e singular ao mesmo tempo. A criação dos seus poetas heterônimos, expressa o desejo de Fernando Pessoa em trazer a lume essas múltiplas vozes que existem em sua alma de poeta.

No âmago da poética de Fernando Pessoa e nele mesmo há o encontro de um eu-lírico imerso entre o tudo e o nada. Este, que ao se descobrir no mundo sofre a dor de pensar, de se perceber com os olhos da razão. Por isso, deseja ser como os gatos que permanecem pela rua desprendidos dos conflitos da humanidade. Conflitos que só atingem o homem que pensa e reflete acerca das questões a sua volta. Pessoa assim revela um eu-lírico que não consegue se desprender desse universo das ideias, das reflexões tão danosas ao conforto da alma humana.

O desejo do poeta em viver sem essas amarras causadas pela racionalização e problematização dos conflitos humanos aparece em Ricardo Reis, que nos convida a viver sem nos prendermos as dores do mundo e em Caeiro, que nos exorta a não racionalizarmos o que contemplamos. Porém, Fernando Pessoa: ele mesmo não consegue fugir do mundo dos conflitos racionais, nem tão pouco da dor de pensar e refletir o mundo que o rodeia. Quem dera ser ele como a ceifeira que trabalha involuntariamente e feliz em seu oficio! Mas, o eu-lírico que pensa e reflete sobre tudo a sua volta jamais poderá viver alheio e em paz como a ceifeira e os gatos do mundo. Eis a dor de pensar. A dor de nunca estar em paz e pleno.

Alberto Caeiro, considerado por Pessoa como o mestre dos Heterônimos, tinha como defesa em sua poesia a ideia de que não se devia pensar sobre nada, olhar o objeto e apenas ver o objeto, sem a necessidade de explicá-lo pelos olhos da filosofia, sem nenhuma metafísica. O mundo é apenas o mundo, as flores, as árvores, o espelho são apenas o que são e nada mais. Perceba que o poeta Caeiro afasta de si a necessidade e, porque não dizer, a obrigação de refletir, de pensar sobre o mundo.

No poema “Há metafísica bastante em não pensar em nada”, o eu-lírico defende essa percepção do mundo de que as coisas são o que são e não há a necessidade de explicá-la.

Vejamos alguns versos que confirmam essas afirmações:

O que penso eu do mundo? 
Sei lá o que penso do mundo! 
Se eu adoecesse pensaria nisso. 

Essa é a primeira estrofe do poema em análise e neste primeiro encontro do leitor com o eu-lírico, este último já lhe deixa transparecer sua visão do mundo. Para que pensar? Do que me aproveitaria pensar? O eu-lírico não está interessado em refletir sobre o mundo, apenas vive nele e isso lhe basta.

Nos três versos da segunda estrofe afirma:

De todas as filosofias e de todos os poetas 
A luz do sol não sabe o que faz 
E por isso não erra e é comum e boa. 

Eis o que o eu-lírico afirma: que a luz do sol é boa justamente porque não pensa e não racionaliza nada. Em um verso acima do primeiro aqui transcrito, o eu-lírico afirma que a luz do sol é mais valiosa do que os pensamentos de filósofos e poetas, ou seja, atacando justamente onde mora o mais alto grau do pensamento e da reflexão – os filósofos e poetas.

O interessante é que habitualmente a luz do sol lembra a razão e a razão nos vem apenas através da reflexão do mundo. Mas, aqui o eu-lírico usa essa luz solar para afirmar que ela existe apenas e que não nos cabe racionalizá-la. Assim, quebra-lhe a metáfora do sol e da luz como símbolos da razão, porque afinal o sol é apenas o sol e não cabe a razão roubar a sua natureza de sol para metaforizá-lo.

Assim, o poema de Caeiro, aqui analisado, reflete a mais pulsante característica desse heterônimo – a defesa de que as coisas que estão no mundo são para ser contempladas em seu universo natural, real e não cabe ao observador preencher o objeto observado com a metafísica dos seus olhos. O mundo é simples e é assim que dever ser observado.


* Maria Rosane Vale Noronha Desidério é aluna do 8º semestre de letras vernáculas pela UEFS. Gostaria de partilhar com o Blog um texto escrito na disciplina de literatura portuguesa III.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

MEU EU A VOCÊ

Por Edilene Barboza*


Fiz uma promessa a mim mesma...
Esquecer-te por toda a eternidade...
Mas como pude fazer isso comigo?
Se é de você que vivo...
Então comecei a colecionar memórias...
Lembranças boas e ruins,
De mim e ti...
Mudei o foco!
Coisas ruins vão embora para que as boas cheguem.
Refiz meus pensamentos,
Agora você não é mais para mim como no passado,
Você é ainda melhor...


* Edilene Barboza é graduanda em Letras com Francês na Universidade Estadual de Feira de Santana


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

SOBRE SER POESIA II

Por Rejane Aquino*


Sejamos poesia farol, 
Poesia ponte, 
Abrigo, 
Flecha, 
Oceano, 
Abraço, 
Poesia equilíbrio, 
Fuga e libertação. 
Poesia liberdade 
Para horizontes cansados... 
Que sejamos poesia vertical, 
Eterna e valsada 
Como nuvens que desaguam concretudes 
Em abismos vagos: 
Poesia libertária.


* Rejane Aquino é formada em Letras, professora e poeta.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

VENDO

Por Danilo Cerqueira *


A imagem não está à frente
é sombra de luzes opostas
banda de rodagem
na terra de pedra e gozo
fora do mundo, fora de ordem
fora da frente

Doa-se, lúmica, limítica...
excesso de unha, o renovo a uma só disposição:
ver ou não ver o milk shakespeare... Outra:
quarenta e seis beijinhos para... uma criança!
Entrego-a somente em letra, somente
Repetidas vezes às destacadas vozes...
Todo turvo para o que me tem por indistinto.

* Danilo Cerqueira é licenciado em Letras Vernáculas (2010), além de especialista (2012) e mestre (2014) em Estudos Literários, todas graduações pela UEFS. É revisor, professor e membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

ESTRELA DA MANHÃ

Por Fabrício Oliveira*


Aquelas árvores verdes em frente ao mar
a brisa leve e calma
- afagam a minha alma.

Indo a pé
ouvirei as árvores florindo.


* Fabrício Oliveira é graduando pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

quarta-feira, 8 de junho de 2016

POEMAS

Por Fabrício Oliveira*


NO ENTARDECER

Passando pelas vielas do amanhã
vi uma borboleta
e sobre a borboleta
um homem vestido de doido.



EU E OS PASSARINHOS

seguiremos as nuvens
e os cavalos.



* Fabrício Oliveira é graduando em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de  Feira de Santana (UEFS).

sábado, 19 de março de 2016

POEMA EM QUE CITO A AÇÃO

Por Danilo Cerqueira*


Neste poema, em que cito a ação
não está fundada a hipoesia
antes fosse, abancada, séria
ensimesmada, a justiça poética... corrigida

De peito a seio, visaste, vibraste a pauta!
Seres e coisas, animais e sobrenaturais
elevam cantos e ordens...
sobre ondas e ares...
saboreiam-se as fervescências
as ideias pequenas, o entalo na língua...

- Aonde foram os ventos vocais?
- Onde fica o conhecimento!
- Até quando a mente se emuda, aninhando
a ida e a ira entre a mentira e a lamúria?...
Ó, poesia inútil e instrumento per-verso
Queixume saboroso, de ilibado a ilusório
Martelo e espanador... moeda em pé!

19/03/2016


* Danilo Cerqueira é licenciado em Letras Vernáculas (2010), além de especialista (2012) e mestre (2014) em Estudos Literários, todas graduações pela UEFS. É revisor, professor e membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.

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