Por Danilo Cerqueira *
A imagem não está à frente
é sombra de luzes opostas
banda de rodagem
na terra de pedra e gozo
fora do mundo, fora de ordem
fora da frente
Doa-se, lúmica, limítica...
excesso de unha, o renovo a uma só disposição:
ver ou não ver o milk shakespeare... Outra:
quarenta e seis beijinhos para... uma criança!
Entrego-a somente em letra, somente
Repetidas vezes às destacadas vozes...
Todo turvo para o que me tem por indistinto.
* Danilo Cerqueira é licenciado em Letras Vernáculas (2010), além de especialista (2012) e mestre (2014) em Estudos Literários, todas graduações pela UEFS. É revisor, professor e membro do conselho editorial da revista Graduando: entre o ser e o saber.
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segunda-feira, 25 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
PRISÃO E LIBERDADE
Por Josenilce Barreto*
Era 08 de junho. Dia ensolarado num lugar em que ela nunca havia estado. Era um dia comum do calendário, sem nada especial a ser lembrado ou comemorado, mas jamais seria esquecido por ela.
Estava em Paris, caminhando pela cidade: Torre Eiffel, Musée d'Orsay, Museu do Louvre, Catedral de Notre-Dame, Jardim de Luxemburgo, Basílica de Sacré-Coeur .... e por fim a Pont des Arts. Nesta, ela vê um muro de cadeados presos por correntes ou seria a separação entre o antes e o depois dos casais apaixonados que passaram por ali? Na verdade, apenas mais um lugar para se conhecer...
Aproximou-se. Viu muita gente exalando AMOR. Sim, o amor tem perfume e ainda mais em Paris, ora!
Não resistiu. Atreveu-se e tocou em um dos cadeados (já que não levara o seu próprio!). No toque, sentiu... Era como se a história daquele cadeado também fosse a sua e, como tal, soube que o amor ali estava acorrentado.
– Mas como podem prender o amor? – pensou em voz alta – Se dizem que ele deve ser livre?
Durante os 30 segundos em que tocou o cadeado, soube de uma coisa: não permitiria que o SEU AMOR fosse preso, acorrentado, esmagado em um cadeado. Nisto, sentiu que precisava sair logo dali antes que o prendessem, sem chance de fiança.
Correu, correu, correu... cansou, parou, olhou... Eufórica, se assustou, se levantou da cama, foi ao banheiro, lavou o rosto, olhou-se no espelho e decidiu-se:
- AMOR é LIBERDADE! E como tal não permitirei que os tirem de mim!
Então foi em direção à janela. Abriu-a. A brisa entrou. A liberdade e a razão também. E todas juntas decidiram que o amor só entraria novamente se não acorrentasse o ser e a liberdade.
Era 08 de junho, dia em que a ponte desabou e os cadeados foram quebrados...
* Josenilce Barreto é graduada em Letras Vernáculas e mestra em Estudos Linguísticos pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), além de lecionar na mesma instituição. Também integra o conselho editorial da Graduando.
Era 08 de junho. Dia ensolarado num lugar em que ela nunca havia estado. Era um dia comum do calendário, sem nada especial a ser lembrado ou comemorado, mas jamais seria esquecido por ela.
Estava em Paris, caminhando pela cidade: Torre Eiffel, Musée d'Orsay, Museu do Louvre, Catedral de Notre-Dame, Jardim de Luxemburgo, Basílica de Sacré-Coeur .... e por fim a Pont des Arts. Nesta, ela vê um muro de cadeados presos por correntes ou seria a separação entre o antes e o depois dos casais apaixonados que passaram por ali? Na verdade, apenas mais um lugar para se conhecer...
Aproximou-se. Viu muita gente exalando AMOR. Sim, o amor tem perfume e ainda mais em Paris, ora!
Não resistiu. Atreveu-se e tocou em um dos cadeados (já que não levara o seu próprio!). No toque, sentiu... Era como se a história daquele cadeado também fosse a sua e, como tal, soube que o amor ali estava acorrentado.
– Mas como podem prender o amor? – pensou em voz alta – Se dizem que ele deve ser livre?
Durante os 30 segundos em que tocou o cadeado, soube de uma coisa: não permitiria que o SEU AMOR fosse preso, acorrentado, esmagado em um cadeado. Nisto, sentiu que precisava sair logo dali antes que o prendessem, sem chance de fiança.
Correu, correu, correu... cansou, parou, olhou... Eufórica, se assustou, se levantou da cama, foi ao banheiro, lavou o rosto, olhou-se no espelho e decidiu-se:
- AMOR é LIBERDADE! E como tal não permitirei que os tirem de mim!
Então foi em direção à janela. Abriu-a. A brisa entrou. A liberdade e a razão também. E todas juntas decidiram que o amor só entraria novamente se não acorrentasse o ser e a liberdade.
Era 08 de junho, dia em que a ponte desabou e os cadeados foram quebrados...
* Josenilce Barreto é graduada em Letras Vernáculas e mestra em Estudos Linguísticos pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), além de lecionar na mesma instituição. Também integra o conselho editorial da Graduando.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
ESTRELA DA MANHÃ
Por Fabrício Oliveira*
Aquelas árvores verdes em frente ao mar
a brisa leve e calma
- afagam a minha alma.
Indo a pé
ouvirei as árvores florindo.
* Fabrício Oliveira é graduando pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Aquelas árvores verdes em frente ao mar
a brisa leve e calma
- afagam a minha alma.
Indo a pé
ouvirei as árvores florindo.
* Fabrício Oliveira é graduando pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
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